sexta-feira, julho 30, 2004

O que fiz hoje

Hoje pensei. É esta a consequência da ressaca que eu mais aprecio. Pensei, pensei, pensei. Deitei-me a reflectir sob um sol quente, com o barulho do mar como fundo - uma praia semi-vazia por causa de um rally é, no mínimo, insólito (acho eu). Pensei sobre a natureza do acaso e da inevitabilidade. Digamos que isto é uma forma cara de dizer que pensei na vida.

Bolas.

"Inventar a solidão.
Ele quer dizer. Quer dizer, ele significa. Como em francês, "vouloir dire", que significa, literalmente, querer dizer, mas que significa, de facto, significar. Ele significa dizer aquilo que quer. Ele quer dizer aquilo que significa. Ele diz aquilo que quer significar. Ele significa aquilo que diz." - Paul Auster, Inventar a solidão

Por isso, temos que ter cuidado com o que dizemos. Nós somos aquilo que dizemos. Que fazemos. Que conhecemos. Que queremos. Que cremos. Que esperamos. Que sonhamos. Que somos. Nós somos aquilo que somos.

( E ninguém tem nada a ver com isso.)

Cristina