quarta-feira, outubro 26, 2005
quinta-feira, setembro 29, 2005
quinta-feira, setembro 15, 2005
quinta-feira, julho 28, 2005
terça-feira, maio 10, 2005
Para a Maria
A distância de casa aumenta à medida que o passo se afasta da porta, que o peito bate mais calmamente, que a respiração se torna mais profunda.
Vim, vou. Vim, vou. Vim, vou. As ondas contra o penhasco, o vento que quase o atira para o mar numa rajada, as horas sombrias num arrastar difuso. As ondas. O movimento perpétuo. Sentir a maresia (ou as suas lágrimas?). Sentir que está vivo. Que finalmente chora.
Sorri. Dentro dele o desassossego, o medo, a vontade de eternizar este momento. A vontade de se eternizar neste momento. Receia este céu, azul, cinzento, opaco, eléctrico.
A atitude brechtiana de se distanciar da acção leva-o para longe, cria uma brecha entre o que ele é e o que ele age. Longe. Sente-se pesado e leve. Sente-se tão ele. A comiseração fá-lo sentir-se orgulhoso de si próprio. Esquece-se que já existiu para poder existir outra vez.
Inebriar-se com o que é, com cada expiração, cada inspiração, cada passagem.
Ter estes instantes dentro de si, pedaços de morte, fragmentos de vida, a sua decomposição em partes que reunidas num todo parecem não ter sentido.
Voltar para casa.
Cristina
Vim, vou. Vim, vou. Vim, vou. As ondas contra o penhasco, o vento que quase o atira para o mar numa rajada, as horas sombrias num arrastar difuso. As ondas. O movimento perpétuo. Sentir a maresia (ou as suas lágrimas?). Sentir que está vivo. Que finalmente chora.
Sorri. Dentro dele o desassossego, o medo, a vontade de eternizar este momento. A vontade de se eternizar neste momento. Receia este céu, azul, cinzento, opaco, eléctrico.
A atitude brechtiana de se distanciar da acção leva-o para longe, cria uma brecha entre o que ele é e o que ele age. Longe. Sente-se pesado e leve. Sente-se tão ele. A comiseração fá-lo sentir-se orgulhoso de si próprio. Esquece-se que já existiu para poder existir outra vez.
Inebriar-se com o que é, com cada expiração, cada inspiração, cada passagem.
Ter estes instantes dentro de si, pedaços de morte, fragmentos de vida, a sua decomposição em partes que reunidas num todo parecem não ter sentido.
Voltar para casa.
Cristina
quinta-feira, maio 05, 2005
terça-feira, fevereiro 01, 2005
Blogue
Este blogue acabou. Pronto, lá vai lá vai.
Bolas. Convence-te disso. Não vale a pena vires cá mais porque não vai aparecer nada de novo.
A Maria e a Vitória não escrevem mais aqui. Tu também não ou já te esqueceste?
Volta para o Desumanos, que é a quem deverás ser fiel a partir de agora.
Bolas. Afasta-te disto.
Cristina
P.S. Só quis fazer publicidade ao Desumanos. E dizer à Maria, se ela por acaso ainda vem aqui recordar como eu, que é por lá que me encontro agora:)
Bolas. Convence-te disso. Não vale a pena vires cá mais porque não vai aparecer nada de novo.
A Maria e a Vitória não escrevem mais aqui. Tu também não ou já te esqueceste?
Volta para o Desumanos, que é a quem deverás ser fiel a partir de agora.
Bolas. Afasta-te disto.
Cristina
P.S. Só quis fazer publicidade ao Desumanos. E dizer à Maria, se ela por acaso ainda vem aqui recordar como eu, que é por lá que me encontro agora:)



